terça-feira, 1 de dezembro de 2009

konversa kom o jarbas no mam



dia 30, no MAM/RJ, Jarbas Lopes, primeiro residente do Projeto Pedregulho junto de Katerina Dimitrov, falou da sua estadia no Minhokão, junto de Wellington Cançado (o Low), Felipe Scovino (seus colaboradores) e Beatriz Lemos (curadora do projeto).

relembrando o jantar com a Yasmin e o Vergara


No início da nossa residência, naquele dia da Meza Triangular, o Vergara foi trabalhar e voltou para jantar com a gente. A Yasmin estava aqui, kazeira-mirim, moradora do Minhokão. O Rafa fez uma macarronadona, com molho de abóbora e brócolis. Enquanto um grupo operava na cozinha, outro papeava na meza da sala. No vídeo, parece que a gente tava falando de arte e poesia, mas, na verdade, era sobre o "primeiro beijo" e sobre o Manoel.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

PIZCINA: KARPA E ANZOL

Pizcina: Karpa e Anzol, como outras ações, pretendeu lidar de forma simbólica com a relação isca e pescado... Na verdade com a relação dos moradores com seu espaço funcional, e com aquela belíssima e utópica arquitetura. Nesta mentira de pescador quem seria o peixe e quem seria a isca? de que tamanho deveria ser o anzol para fisgar o Minhocão?
Esta seria uma pescaria utópica, ou apenas sonho?

marconi marques

Texto e imagem do komplekso panfleto-epistolar:
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A Kaza Vazia – Galeria de Arte Itinerante vem por meio desta, kolocá-los a par de kestões koncernente ao Komplexo do Pedregulho (Minhokão):

Karos moradores trouxemos de Belo Horizonte alguns kazais de karpa, estes peixes krescerão no Piscina, em poucos dias estarão prontos para o kaldo. Konsigam um vara com linha komprida e minhokussu. Para komerem desta karne, basta ir para a rua de lazer (o Vão) aos domingos, posicionarem o anzol no lugar certo e esperar o peixe morder a iska.

"es mejor ensinar a pescar que dar el pescado"

vídeo em breve

meza vazia - papo vazia


Durante a Meza a Kaza Vazia encheu e gentilmente as kazeiras foram para o corredor cedendo o sofá aos convidados

O dia terminou com a sessão Pirata#08. Exibição de video arte promovido pelo coletivo Filé de Peixe e Treze em Uma Noite com programação especial para a Meza Vazia


Alex Hamburguer

A Kaza recebeu neste domingo o projeto Kombi Cheia e os coletivos Filé de Peixe e Treze em uma noite.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Às vezes o bolo sola, o pão também.










Nem sempre as expectativas são alcançadas. Mas, quando a tentativa é genuína, a força do desejo reverbera e, no jardim, floresce a poesia.
Na busca por fazer crescer nosso acervo de receitas de comida amarela, criamos a campanha “troke sua receita amarela por pão”. Para tanto, esticamos no vão do minhocão um varal onde as receitas seriam penduradas, disponibilizamos papel de enrolar pão e tinta amarela para as crianças pintarem.
Preparamos a massa do pão: farinha de trigo, tempero, água e azeite. Depois era só “assá-lo” nas costas de uma frigideira, mas o liquinho não funcionou. A massa do pão ficou para amanhã, o varal de receitas, o vento levou. Mas só a corda, pois, sem pão, o varal ficou vazio. Pigmento amarelo para a tinta, não tinha: vai açafrão mesmo. No final, havia apenas um punhado de crianças fazendo baguncinhas com o pincel no papel e no vento.
Naquela manhã o vão vazio ficou cheio de vontade de pão e de fome de receita amarela, que será saciada na noite do dia 01 de dezembro, durante o “jantar amarelo”.

e aquela visita ao museu da maré




A konvite de
Markito, arkiteto colaborador da Kaza, fomos visitar o tão komentado Museu da Maré. O Markito é arkiteto do Museu. Sempre muito gentil e solícito com a Kaza, sempre koloca a gente nas melhores paradas. Mas, o mais bakana de tudo, é que antes mesmo da Kaza propor o akordo gramatikal aki no Rio, o nome do Markito já era com "k".
A visita ao Museu foi muito akrescentadora. O Museu fica na beira do Komplexo da Maré. Kontém belíssimas imagens dos primórdios da komunidade. A primeira kasinha da Maré; os primeiros aterros; as palafitas; o antigo 'sistema de esgoto'; história de grandes homens, grandes mulheres da komunidade; a Maré Kontemporânea.
Depois das primeiras estórias contadas por Carlinhos, tivemos uma pitoreskíssima Contação de História, feita por dois atores, na palafita instalada no meio do Museu. A história era do kasamento do Juvenal, um antigo morador da Maré. De acordo com história, se é que eu lembro bem, os convidados encheram a palafita do casal e dançaram até de manhã. Foi só alegria! Tocou então uma música da Gretchem, aquela do "piripiripipiripiri.." e todo mundo foi à loucura. De repente, a pinguela "páktibluft!": caiu. A galera foi direto pra lama do mangue, exatamente onde era despejado o esgoto das kasas. Poxa... Daí, cada um foi pra sua kasa, se lavou, trocou de roupa e voltou pra festa! O noivo, desolado com o prejuízo, era consolado pelos amigos: "Colé Juvenal, pensa pelo lado bom, seu kasamento vai ser lembrado pra sempre aki na Mará, rapá!"
Depois do Museu, demos uma volta pela komunidade, com o Markito e o Luciano. Konhecemos a ong que mantém o Museu, conhecemos o Lourenço, o presidente, papeamo e depois fomo almoçar.
Despedindo dos aguerridos guias e pedimos indikações para fechar o dia numa praia. Atravessamos a passarela e caímos direto em Ipanema.

FOGÂO A KARVÃO OU A LENHA DE KAIXOTE


Nossa Senhora da Graça



Ontem, dia 26 de novembro. Percorri pelo Pedregulho em busca de alguma kostureira que pudesse fazer parte de uma ação.

Por sorte, encontrei dona Júlia, do 1° andar. Que se dispôs tecer uma camisola.

Fui então, procurar por um tecido. Caminhei bastante, peguei um busão e uma kombi. Fui parar lá no bairro Bonsucesso. Lá encontrei o desejado.
Hoje é dia 27 de novembro, dia de Nossa Senhora da Graça, disse-me minha mãe ao telefone.
Hoje é dia também de uma costura simbólica, de mais um percurso, de caminhar por aí na tentativa de mais uma vez, entender a relação que o corpo exerce através da imagem, do momento em que o corpo é fotografado e do poder desta relação; corpo e a câmera, corpo e fotógrafo/corpo e espaço/corpo e história/corpo e família/corpo e cidade, relações capazes de potencializar pensamentos, movimentos e olhares diante a presença física no espaço e na história.

Convidei a artista Paula Huven para um encontro. Percorremos juntas alinhavando alguma costura.
Segue abaixo o vídeo;



Cristianne de Sá








O vídeo já pode ser vizualizado por este link:
por Cristianne de Sá e Paula Huven

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

projeto: da praia kopakabana , Urukum & Horta


KOMPLEKSO KULTURAL DO MINHOKÃO









O Komplekso Kultural do Minhocão em analogia ao Complexo Arquitetônico Pedregulho do arquiteto Reidy pretende, assim como sua referência, abrigar em um determinado território uma série de espaços/unidades relacionais e participativas. No projeto original o Minhocão/Pedregulho era parte de uma estrutura habitacional que privilegiava a coletividade. Uma piscina, um posto médico, uma escola, um teatro, uma lavanderia faziam parte deste complexo arquitetônico para atender a comunidade. A recriação deste espaço, que até pouco tempo era uma akademia, reforça as possibilidades de intervenção e mudanças que podemos fazer numa arquitetura, bem como sua refunção.

Assim como as unidades funcionais dessa arquitetura o nosso Komplexo (com K), abriga unidades de ações integradas - elementos simbólicos que estimulam o estar junto e exemplares de nossas ações e projetos, atividades de aguçamento dos sentidos: Biblioteka Minhoka na Pedra na Estante (projeto iniciado pelo Jarbas Lopes e Katerina), Praia de Kopakabana, Cinema do nascer-e-pôr-do-sol, Peskaria de Sonhos, Teatro de Sombra e Oficinas livres como a de Skultura em Pedra: Sabão, Pintura e Desenho.

Poema da Yasmin e do Manoel


Peskaria de Sonhos

visita ao cinema do pôr-do-sol


Na noite do dia 26 o Komplexo recebe a Diskoteka, vide Kartaz abaixo:

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

cinekaza


O Komplexo Kultural do Minhokão tem recebido uma patotada durante a noite, no Cinekaza. Filmes sobre a cultura brasileira, grandes e pequenas produções, filmes trazidos pelos kazeiros e pelos moradores. Filmes do Rio, filmes do Minhokão e ficções do Brasil. No meio do filme, chega a pipoca quentinha. A gente dá uma pausa, pra poder ter silêncio pra continuar a sessão.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

domingo, 22 de novembro de 2009

exercício com sombras

komplekso kultural do minhokão

tropeiro

o tropeiro surgiu como uma provocação dos vizinhos ao apartamento 613 para o almoço de domingo. Nossa supresa foi a interação de todos eles tanto na compra dos ingredientes quanto na feitura do tropeiro, objeto de interação da quente tarde de domingo. Foi aprovado por todos.
O tropeiro é um prato típico mineiro, criado pelos "tropeiros", aqueles quem levavam as tropas de animais, cargas e/ou pessoas pelas Gerais. O tropeiro é um alimento muito calórico, que não se degrada com o clima, sendo propício para o transporte em grandes distâncias.


projeto horta

A visita estratégica do arquiteto e paisagista Domingos Naime trouxe objetividade e muita energia para o projeto Horta, levando a adesão de crianças e adolescentes da comunidade. Juan e Letícia se empolgaram com a idéia e fizeram, espontaneamente, estudos para hortas mandala.



Junia May, a primeira descida à horta

A horta é uma proposta de re-envolvimento com questões cotidianas do morar/habitar, um exercício da coletividade. Um projeto que busca articular parcerias com profissionais da cidade e entidades públicas e cria uma série de dispositivos fomentadores de vontades relacionadas ao fazer: o manejo do solo, a plantação, a irrigação, a colheita. A proposta é iniciar um processo de agenciamento de multiplicadores no Minhocão, que irão levar à frente o cultivo dessa proposta.

limonada indiana


A limonada foi um projeto desenvolvido para refrescar e nutrir os trabalhadores do Projeto Horta. Acabou compondo a geladeira do Complexo Kultural Minhokão. O multirão preencheu quase um galão de 20 litros inteiro com suco artesanal, cheio de gominhos, de primeira qualidade.