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terça-feira, 5 de janeiro de 2010

o trajeto da 'marvada'

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Canequinhas de bambu, cuiazinhas de cabaça e dezenas de garrafas de cachaça mineira. São elementos de algumas estratégias usadas pela Kaza Vazia durante a residência no Projeto Pedregulho.
Não se trata, apenas, de
levar para o Rio alguns representantes do patrimônio imateral de Minas Gerais. Cachaças, nove queijos canastra, ervas pra chá e algumas esteiras são elementos que compunham os rituais de receber um convidado em kaza.

Na Meza Triangular, evento promovido pelo Vergara, não foi diferente. Meio queijo, algumas garrafas de cachaça e dois copinhos de bambu complementaram a meza de lanche feita pelos alunos da UFL.
No início, poucos arriscaram desgustar as cachacinhas, assim, de manhã tão cedo. Entretanto, logo logo, as canequinhas se encheram e percorreram a roda de conversa. Uma caneca rodou pela direita. A outra, pela esquerda. Era como um ritual de chimarrão. Um gole e uma careta. Todos compartilharam da mesma caneca.
O terceiro apresentador, Rafael, convidado do Markito, intorrompeu sua fala para não quebrar a corrente (fotos acima).
- "Glup... aaahhhh"! E a roda de conversa ia esquentando. As garrafas subiram vazias.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Às vezes o bolo sola, o pão também.










Nem sempre as expectativas são alcançadas. Mas, quando a tentativa é genuína, a força do desejo reverbera e, no jardim, floresce a poesia.
Na busca por fazer crescer nosso acervo de receitas de comida amarela, criamos a campanha “troke sua receita amarela por pão”. Para tanto, esticamos no vão do minhocão um varal onde as receitas seriam penduradas, disponibilizamos papel de enrolar pão e tinta amarela para as crianças pintarem.
Preparamos a massa do pão: farinha de trigo, tempero, água e azeite. Depois era só “assá-lo” nas costas de uma frigideira, mas o liquinho não funcionou. A massa do pão ficou para amanhã, o varal de receitas, o vento levou. Mas só a corda, pois, sem pão, o varal ficou vazio. Pigmento amarelo para a tinta, não tinha: vai açafrão mesmo. No final, havia apenas um punhado de crianças fazendo baguncinhas com o pincel no papel e no vento.
Naquela manhã o vão vazio ficou cheio de vontade de pão e de fome de receita amarela, que será saciada na noite do dia 01 de dezembro, durante o “jantar amarelo”.

Nossa Senhora da Graça



Ontem, dia 26 de novembro. Percorri pelo Pedregulho em busca de alguma kostureira que pudesse fazer parte de uma ação.

Por sorte, encontrei dona Júlia, do 1° andar. Que se dispôs tecer uma camisola.

Fui então, procurar por um tecido. Caminhei bastante, peguei um busão e uma kombi. Fui parar lá no bairro Bonsucesso. Lá encontrei o desejado.
Hoje é dia 27 de novembro, dia de Nossa Senhora da Graça, disse-me minha mãe ao telefone.
Hoje é dia também de uma costura simbólica, de mais um percurso, de caminhar por aí na tentativa de mais uma vez, entender a relação que o corpo exerce através da imagem, do momento em que o corpo é fotografado e do poder desta relação; corpo e a câmera, corpo e fotógrafo/corpo e espaço/corpo e história/corpo e família/corpo e cidade, relações capazes de potencializar pensamentos, movimentos e olhares diante a presença física no espaço e na história.

Convidei a artista Paula Huven para um encontro. Percorremos juntas alinhavando alguma costura.
Segue abaixo o vídeo;



Cristianne de Sá








O vídeo já pode ser vizualizado por este link:
por Cristianne de Sá e Paula Huven

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

meza triangular



Mesa Triangular, evento promovido por Luis Guilherme Vergara, junto dos seus alunos desta vez aconteceu no vão livre do terceiro andar do Minhocão. Participaram da Mesa Amanda Bonan (representando a Casa Quattro e a curadoria do Projeto), a Kaza e Rafael e alguns moradores, Markito, Vergara e os estudantes da UFL.

No início da Meza, Vergara convida Jac para promover uns exercícios com o grupo. Depois o Paulo propõe novas coisas. O berimbau acompanha.

vergara e amanda

amanda, didi e rafael

Yasmin, Cris, Maíra, Paulo, Dani, Junia, Tales e Marconi..

jac (kantinho), markoni, dani (atrás), didi, marcele (atrás) e tales
quarta, 18/nov. . .

domingo, 15 de novembro de 2009

OFICINA SKULTURA EM PEDRA: SABÃO



Buskamos com metáforas da palavra "pedra" pensar o konjunto habitacional pedregulho. Pedra-Sabão foi a primeira referência em termos eskultórikos... é o material que reveste o Kristo Redentor, que abre os braços pro Rio de Janeiro, e estas pedras foram extraídas das minas gerais, da região Ouro-Pretana... dá korpo aos profetas de Aleijadinho.

Para esta oficina com as krianças priorizamos a segunda palavra que kompõe este binômio - fikamos com o "Sabão". A primeira palavra a "Pedra" pela sua semi-dureza ficou em segundo plano, mas estava lá, no centro da roda - quando todo o sabão foi usado algumas krianças voltaram se para as pedras-sabão... arranhando com colheres, serrando as com fakas de meza, jogando água tentando diluí-las, batendo umas às outras, produzindo som.

Pedra seria um símbolo/material de konstrução - e ao mesmo tempo, paradoxalmente, pensar em sabão é pensar em deskonstrução. Quando lavamos diluímos/desmaterializamos um objekto.
marconi marques












oficina com os baixinhos do Minhokão - concepção de aline midori e marconi - apoio de tales bedeschi, dani, anna luiza (BH) e outros kazeiros.